A sociedade está cada vez mais acostumada aos serviços que funcionam 24 horas. Hoje se pode ir ao supermercado, à farmácia ou ao posto de gasolina a qualquer momento. E enquanto muitos estão no aconchego de seus lares, outros, estão na correria do trabalho para satisfazer os clientes. Os desafios de uma profissão noturna são os mais variados possíveis e pessoas estão vencendo os limites para conseguir seu ganha pão.
Thaisa Carolina Alvise, 17 anos, é vendedora em uma loja de lingeries em Joinville. Trabalha no período noturno há oito meses, mas não gosta desse horário. “É muito cansativo e o serviço que eu tenho que fazer em casa não rende nada” comenta. Como muitas pessoas que trabalham nesse período, Thaisa acorda tarde e sente-se muito cansada para realizar as tarefas domésticas durante o dia. Entre outras dificuldades, ela ressalta a falta que a família faz durante a semana, pois sua rotina não coincide com a de seus parentes.
Trabalhar à noite rende histórias inusitadas e Maria Helena Toniello tem muitas delas. Mãe de cinco filhos e moradora do bairro Jardim Iririú, Maria exerce a função de gari há dez anos e também trabalha no período da noite. “Pra mim, trabalhar à noite é muito melhor e como eu acordo tarde não faz diferença nenhuma.” Ela conta que de todas as coisas que já viu, a que mais lhe chamou atenção foi o caso de dois mendigos, homens, que estavam se beijando no meio da rua.
Segundo médicos da Agência Fiocruz, especializada em pesquisa do sono, o corpo humano está habituado a trabalhar durante o dia. Pessoas que trabalham à noite são mais propícias a desencadear algumas doenças. Para evitar os problemas, médicos e pesquisadores aconselham o trabalhador a manter os horários regulares para dormir. Também seria importante que a empresa permitisse pequenos cochilos durante o horário de trabalho, quando possível. Quanto à dieta, essas pessoas devem planejar melhor seus horários de refeições e a qualidade dos alimentos. Problemas cardíacos podem ser evitados com a melhor qualidade de vida, relaxamento, prática de atividade física e a maior exposição à luz natural.
Fonte: Agencia Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)


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