sexta-feira, 3 de junho de 2011

Desafios dos usuários do transporte coletivo

Correria, empurra-empurra, falta de educação e pouca conservação. É assim que algumas pessoas costumam definir o transporte público em Joinville. Para outros é viável nos dias de hoje a opção pelos coletivos.
É ecologicamente correto”, avalia Nair Manarin, 50 anos, quando o assunto é condução coletiva. Nair é dona de casa, casada, mãe de três filhos e moradora do Bairro Itaum. A usuária freqüente desse meio de transporte relata que o número de pessoas que cabem num coletivo ajuda a desafogar o trânsito e a diminuir a poluição do meio ambiente. Para ela usar os ônibus, permite um contato maior dos seres humanos, contribuindo para a socialização com outras pessoas. “A rapidez é algo relevante, já que no trânsito caótico da cidade, os ônibus, têm vias próprias”, comenta. Os filhos da dona de casa usam os coletivos todos os dias e acham que é mais viável e compensador para o bolso usá-los em vez do carro. Em sua opinião a frota ainda é pequena, faltam lugares e lugares mais confortáveis, porém o estado de conservação dos ônibus está bom. “Falta acessibilidade em todos os ônibus”, acrescenta Nair, chamando a atenção para o descaso das empresas de transporte público, com relação aos deficientes em geral.
Claudete Maria da Costa está indignada com o aumento no valor da passagem. Ela tem 51 anos, é dona de casa, casada, mãe de duas filhas e também moradora do Bairro Itaum. “Eu só uso o ônibus às vezes e pra mim nem vale a pena, porque é muito caro”, relata. Claudete, mesmo com o valor absurdo, cobrado pelas empresas, não deixa de citar que sente-se mais segura andando de ônibus e que os motoristas respeitam o trânsito e dirigem bem. A usuária comenta que os coletivos que costuma 'pegar' estão sempre bem conservados, porém evidencia a falta de bancos, campainhas, e 'alças' para melhor se segurar. “As coisas poderiam ser melhores, mas sempre tem gente que gosta de estragar”, ressalta, criticando a falta de respeito dos outros usuários do transporte que danificam o patrimônio público.
Não precisamos ir muito longe para encontrar exemplos de vandalismo, basta andarmos pelas ruas da cidade, para nos deparar com pontos de ônibus danificados. Cleuza Pitz, 47 anos, mora na Rua João da Costa Junior e em frente a um ponto de parada. Ela diz que sempre há aqueles que gostam de danificá-los e por isso os outros usuários 'pagam' pelo erro de uns e acabam ficando sem condições de esperar os ônibus. Cleuza dá sugestões para a melhoria no transporte coletivo. “Os veículos estão bons, mas muita coisa ainda falta ser feita.” Mais espaço para os deficientes, bancos mais confortáveis, o aumento da frota de ônibus e, claro, a diminuição no valor da passagem são algumas das sugestões dela.

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